Home - blog tv

BALADAS | ENTRETENIMENTO

O Mundo dos "trendsetters"? Hype Desire
Postado em 4/2/2009 7:47 por Carolina Simon

MAM-SP apresenta "Jorge Guinle: belo caos"

O Museu de Arte Moderna de São Paulo recebe “Jorge Guinle: Belo caos”, primeira grande retrospectiva de um dos pintores mais expressivos surgidos no Brasil dos anos 80, a partir do dia 3 de fevereiro (terça-feira), às 20h, na Grande Sala. A exposição esteve em cartaz na Fundação Iberê Camargo (parceira do MAM-SP no evento) entre 10 de setembro e 30 de novembro de 2008 e tem curadoria de Ronaldo Brito e Vanda Mangia Klabin. São 33 pinturas e 20 desenhos que percorrem a trajetória curta, mas fulgurante, de um artista que soube incorporar em sua obra a polifonia do fim do século 20 com total liberdade.



“Jorge Guinle: Belos caos” é a primeira a propor uma retrospectiva da produção de Guinle após sua morte prematura aos 40 anos de idade, em 1987.

Pintor, desenhista e gravador, Guinle construiu, na breve trajetória de menos de uma década, um sólido legado que se tornou referência na arte brasileira, com obras que imprimem toda a liberdade, intempestividade e vigor do artista através das cores vivas, pinceladas anárquicas e intrincadas referências aos movimentos artísticos modernos e contemporâneos.

“A produção de Guinle era pulsante, corpórea, demonstrava toda a potência da vida e por isso acredito que ele foi um dos grandes responsáveis pela dessublimação da arte brasileira”, comenta o crítico e professor de arte Ronaldo Brito, amigo próximo de Guinle desde a juventude.

Na mostra, não há uma organização cronológica das obras, que datam do início da década de 80, período em que o artista assumiu a arte como profissão, até os últimos anos de vida. “A ordem nesta mostra é a potência estética. Há quadros muito fortes, em especial os da fase final de Guinle, que trazem uma paleta de cores menor, com prevalência do tom ocre, como em Macunaíma (1986)”, explica Vanda Klabin, historiadora e crítica de arte.

Nos quadros de Guinle, sobram energia e autonomia dos traços, que ora se encontram para sugerir figuras, ora se expandem para todos os lados de maneira frenética. O artista, que tinha o costume de pintar suas telas no chão, utilizava as cores como o substantivo da obra e não apenas como meio de imprimir imagens. “Era um grande colorista, que produziu compulsivamente. É irônico que sua produção tenha sido tão breve quanto sua vida”, aponta Ronaldo. A mostra reúne obras trazidas de 22 coleções particulares e duas públicas, do Rio de Janeiro e São Paulo.

SERVIÇO:
Exposição “Jorge Guinle: Belo caos” – Grande Sala
Curadoria: Ronaldo Brito e Vanda Mangia Klabin
Abertura: 3 de fevereiro de 2009, a partir das 20h
Visitação: 4 de fevereiro a 22 de março de 2009
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3
tel (11) 5085-1300
Horários: Terça a domingo e feriados, das 10h às 18h (a bilheteria funciona até às 17h30)
Ingresso: R$ 5,50
Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia.
Programação paralela: entrada franca
Site: www.mam.org.br

Estacionamento no local (Zona Azul: R$ 1,80 por 2h)

 



Adicionar Comentário

Participe! Seus comentários poderão ser importantes para outros participantes interessados no mesmo tema. Todos os comentários serão bem-vindos, mas reservamo-nos o direito de excluir eventuais mensagens com linguagem inadequada ou ofensiva, bem como conteúdo meramente comercial.

Gostaria que estas informações sejam lembradas para o próximo comentário?

Digite os caracteres (em maiúsculas e minúsculas) que aparecem na imagem acima.

Home